Como o pompoarismo pode ajudar na saúde

Pompoarismo não é apenas para dar mais prazer sexual tanto para a mulher quanto para o homem. Se você acredita somente nisso, precisa parar tudo o que está fazendo e ler esse artigo especial que fiz para te contar todos os benefícios do Pompoarismo para a sua saúde.

Bom, antes de qualquer coisa, vamos esquecer definitivamente qualquer tabu ou vergonha e vamos falar de coisa séria que é a nossa saúde física, mental e emocional que é tratada através da prática do Pompoarismo.

pompoarismo para tratar saude

O Pompoarismo é uma prática milenar que foi desenvolvida pelos orientais para promover mais prazer no ato sexual e na saúde. Ele consiste basicamente em exercitar a musculatura vaginal e com isso aumentar e prolongar o orgasmo.

Tratamentos para a saúde

Mas quem pensa que o Pompoarismo se restringe somente a isso, não faz ideia de quantos problemas de saúde podem ser evitados com que essa “musculação” vaginal! Então vamos conhecer alguns deles agora:

  • Incontinência urinária
  • Flacidez vaginal
  • Queda de útero

Se a mulher pratica o Pompoarismo desde jovem, a probabilidade de ela ter algum desses males é extremamente pequena.

Os benefícios alcançados com a prática constante do Pompoarismo são muitos e você verá que atravessa todas as fases importantes da vida da mulher desde a adolescência até depois da menopausa. Veja abaixo cada um deles:

  • Alívio das cólicas menstruais
  • Aumento do tônus muscular vaginal
  • Ato sexual sem dor
  • Orgasmos mais intensos
  • Maior flexibilidade no parto normal
  • Após o parto a vagina retorna ao seu estado natural mais facilmente
  • Os efeitos da menopausa são atenuados

Os homens praticantes do Pompoarismo também têm seus benefícios garantidos. Isso mesmo que você leu. Pompoarismo também é praticado por homens e com resultados incríveis. Vamos a eles então:

Agora que já falamos dos benefícios para a saúde da mulher e do homem, que tal falarmos do prazer proporcionado pela prática do Pompoarismo pelo casal?

Imagine aprender a praticar o Pompoarismo e os dois se beneficiarem com uma relação sexual mais intensa, prazerosa e de qualidade? Lembrando que não há idade para começar a praticar o Pompoarismo e também não existe qualquer efeito colateral.

Então meninas e meninos, não percam mais tempo e faça essa proposta para o seu parceiro. Tenho certeza que ele vai adorar sua iniciativa em dar aquela apimentada no relacionamento.

Volta às aulas Como se adaptar a nova escola, professores e amigos

Dados do Censo revelam que cerca de 20% dos alunos abandonam o colégio entre o ensino fundamental e o ensino médio por problemas de adaptação.

As férias estão acabando e para aqueles que estão iniciando a vida escolar, mudando de escola ou passando do ensino fundamental para o médio, essa transição pode provocar medo e insegurança. Dados do Censo Escolar 2012 mostram que cerca de 20% dos alunos matriculados nos sistemas público e privado de ensino abandonaram as salas de aula no ano passado, principalmente por problemas relacionados à dificuldade de adaptação entre uma fase e outra da vida escolar.

volta as aulas

Na transição da primeira para a segunda etapa do ensino fundamental, por exemplo, ocorrem muitas mudanças. Em alguns colégios, o horário passa a ser obrigatoriamente matutino; a professora que criava laços afetivos com cada aluno cede lugar a professores de várias matérias; e o grau de exigência aumenta.

Segundo Elsa Ennes, orientadora educacional do Colégio da Imaculada Conceição (CIC), em Botafogo, esse período de mudanças deve ser muito bem administrado não só pela família, como também pela escola. “Os professores, a orientadora educacional e a psicóloga devem acompanhar os alunos do 6º ano nas primeiras semanas, fazendo a apresentação do colégio para que o aluno se familiarize com a nova rotina. Com os alunos do 1º ano do Ensino Médio, a atenção deve ser diferenciada. Devemos mostrar como o vestibular pode ser importante para suas vidas”, explica Ennes.

O que os especialistas dizem

Para a orientadora educacional, essa dificuldade de adaptação tem reflexo direto no desempenho escolar: “O aluno que não está adaptado sofre muito, se deprime, se isola e tem baixo rendimento. Com isso, começam as fugas: sono intenso, faltas e atrasos sucessivos, desorganização. Ou seja, o aluno faz tudo para não estar na sala de aula.”

A especialista diz que os pais devem ser parceiros da escola para ajudar na adaptação do filho. “É preciso encorajá-los, dando oportunidades para que ele se expresse, além de reforçar a confiança no colégio escolhido”, sugere. Ela recomenda ainda que os pais tenham cuidado para não passar sua ansiedade para o filho, pois faz com que ele se sinta inseguro. “É preciso deixar bem claro que seu filho está crescendo, e este é um processo natural no curso da vida”, argumenta a orientadora educacional do CIC.

Como se livrar do peso das mochilas?

Todos os anos, o assunto recorrente entre pais e mães com filhos em idade escolar é o peso da mochila e os males que isso causa para a saúde. Dados recentes da Organização Mundial da Saúde (OMS) comprovam que 85% da população sofrem de dores nas costas causadas pelo uso incorreto da mochila durante a infância e a adolescência. Segundo Adalto Lima, chefe da Ortopedia do Hospital Badim (RJ) e membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia, a quantidade de material escolar pode comprometer a postura da criança e agravar problemas já existentes como a hiperlordose, hipercifose e a escoliose. O médico recomenda: “a regra básica para não piorar as complicações na coluna é nunca deixar que o peso da mochila ultrapasse os 10% do peso corporal da criança, conforme recomenda a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia.”

Buscando dar uma solução para o problema, algumas escolas disponibilizaram armários para os alunos guardarem seu material. É o caso do Colégio da Imaculada Conceição (CIC), em Botafogo. Monica Carvalho, coordenadora do Ensino Fundamental, conta que os pais concordaram com a atitude, para minimizar o problema: “Os livros e cadernos permanecem na escola, nos armários disponibilizados em cada sala de aula. Esse material só é enviado na mochila em caso de tarefa ou para alguma situação relacionada a estudo”. Mônica Carvalho diz ainda que a escola incentiva o uso de mochilas com rodas e que os alunos usem as rampas para chegarem as salas de aula.

Dicas do ortopedista

  • cuidado com a postura. É importante sempre usar as duas alças da mochila, para evitar a alteração postural, a chamada escoliose, e manter-se ereto;
  • Para àqueles que usam mochila de rodinha, atenção com a altura do carregador, que deve possuir altura suficiente para manter as costas retas;
  • livros, cadernos e pastas maiores devem ser colocados na parte posterior, a que fica em contato direto com as suas costas. Encostar o máximo possível à mochila nas costas ajuda a distribuir melhor a carga;
  • objetos menores devam ser distribuídos nas bolsas laterais, sempre tentando equilibrar o peso.

Notas baixas? O problema pode ser de saúde

Falta de atenção, desinteresse pelo assunto e dificuldade no aprendizado, o que acaba refletindo em notas baixas. Muitas dessas situações são causadas por problemas de visão e audição, que muitas vezes passam despercebidos.

Dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia revelam que 7% das crianças que entram no Ensino Fundamental possuem alguma dificuldade de visão. A Sociedade Brasileira de Otologia estima que 2% das crianças em idade escolar sejam portadoras de deficiência auditiva que exigiriam o uso de aparelhos de amplificação sonora. Segundo a organização, de 10 a 15% das crianças em idade escolar são portadoras de deficiência auditiva leve, ou seja, apresentam até 30% de diminuição auditiva.

Glauber Cavalcanti, oftalmologista do Hospital Balbino (RJ), membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, alerta que a falta de sintomas e de exames regulares é um dos motivos de o Brasil hoje ter cerca de 30 mil crianças cegas e mais de 80 mil com baixa visão. O especialista diz que os pais e professores devem ficar atentos para diagnosticar o problema. “Se a criança tomba a cabeça para um dos lados quando presta atenção em algo, tem dor de cabeça ou nos olhos frequentemente, esfrega os olhos após esforço visual e fecha um dos olhos em locais ensolarados é sinal de que pode estar com deficiência visual”, alerta o médico.

Já o otorrinolaringologista Fernando Portinho, chefe do serviço de Otorrinolaringologia do Hospital São Francisco da Tijuca (RJ) e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia, assegura que quanto mais cedo os problemas auditivos forem descobertos, menores serão as chances dessas crianças desenvolverem problemas na fala, ou até de ficarem surdas. “Repare se o seu filho troca fonemas na escrita, possui dificuldades de aprendizado, não reage a barulhos fortes ou se mostra isolado. Esses sintomas podem ser sinais de problemas de audição”, explica Portinho.

Elsa Ennes, orientadora educacional do Colégio da Imaculada Conceição (CIC), em Botafogo (RJ), diz que casos de problemas auditivos e de visão são bastante comuns entre as crianças, que costumam ficar dispersas e agitadas diante dessas dificuldades. Ela conta que, no CIC, os professores quando percebem alguma alteração comunicam ao Serviço de Orientação Educacional. “Acompanhamos mais de perto esses alunos e, posteriormente, convocamos a família para falar de nossa suspeita e sugerir acompanhamento de profissionais de saúde. A família é mais uma vez convocada pela equipe do colégio para dar retorno com relação ao diagnóstico médico”, explica Elsa Ennes.

Comida caseira pode ser menos saudável que parece

Estudo afirma que receitas de chefs são menos nutritivas do que pratos congelados. Será que a refeição preparada em sua cozinha segue a toada? Tire a prova e aprenda como escapar dos deslizes

Recentemente, uma pesquisa curiosa chamou a atenção ao redor do globo: cientistas da Universidade de Newcastle, na Inglaterra, concluíram que as comidas de quatro chefs famosos nesse país são menos saudáveis do que refeições industrializadas. Para fazer a comparação, eles escolheram aleatoriamente 100 receitas de profissionais com pelo menos um best-seller de sua autoria – Jamie Oliver, Nigella Lawson, Hugh Fearnley-Whittingstall e Lorraine Pascale – e 100 pratos prontos de três grandes cadeias de supermercados inglesas.

“Na verdade, descobrimos que nenhuma das opções atinge as recomendações da Organização Mundial da Saúde”, conta Simon Howard, especialista em saúde pública e um dos autores da análise. “Contudo, as refeições congeladas chegaram mais perto dessas diretrizes do que as receitas dos chefs”, completa. É que as primeiras apresentaram menos gordura saturada, calorias e açúcar, além de mais fibras. Só perderam no quesito sal – faz sentido, já que o cloreto de sódio, nome oficial do ingrediente, é um poderoso conservante de alimentos. Deve- se frisar, porém, que outros aditivos não foram mensurados, o que poderia alterar o placar tão positivo para os industrializados.

Para muitos especialistas na área, o resultado não foi exatamente uma surpresa. “Boa parcela dos cozinheiros não está preocupada com o equilíbrio de nutrientes, mas, sim, com o sabor de suas criações”, reflete Andréa Esquivel, nutricionista e especialista em gastronomia da clínica Cedig, em São Paulo. O primeiro passo para evitar enganos seria incluir as informações nutricionais de cada receita nos livros. “Dessa maneira, as pessoas saberiam como manter a dieta equilibrada e os chefs seriam estimulados a incluir opções mais saudáveis em suas criações”, calcula Howard.

comida saudavel

E você com isso?

Apesar de conduzido em território inglês, esse trabalho serve para ilustrar uma realidade traiçoeira em qualquer parte do mundo: nem sempre um prato preparado na cozinha de casa, com alimentos fresquinhos, é sinônimo de saúde. “O brasileiro coloca doses generosas de sal e óleo na comida e também recorre à fritura com muita frequência. São práticas culinárias que prejudicam a qualidade nutricional da dieta”, resume a nutricionista Ana Clara Martins, professora da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC Goiás).

As falhas costumam começar, de fato, na escolha dos ingredientes e, claro, nas quantidades em que eles são colocados nos pratos. “Quando um paciente me diz que usa só um pouquinho de creme de leite, sempre questiono o que isso significa. Afinal, a medida caseira é algo bastante subjetivo”, destaca a nutricionista e professora de gastronomia Maria Cecília Corsi, da Essencial Light, em São Paulo.

Despejar gordura na panela sem pudor, outro comportamento que faz os nutricionistas torcerem o nariz, é questão séria por aqui. “Levantamentos apontam que uma família de cinco pessoas consome cerca de 4 litros de óleo por mês. É muito!”, declara Andréa Esquivel. “O ideal é que esse valor seja de até 1,5 litro”, esclarece. Tarefa nada impossível. É só prestar mais atenção na forma de preparo das receitas. “Com a técnica correta, dá para utilizar porções modestas desse item”, confirma Ana Clara, da PUC Goiás.

Que fique claro: não estamos defendendo procedimentos mirabolantes, daqueles que exigem horas na cozinha. Para início de conversa, basta abrir mão da fritura com mais regularidade. O bife à milanesa, por exemplo, pode perfeitamente ser assado. “Depois de passá-lo no ovo e na farinha, que pode ser uma mistura de torrada integral e farelo de trigo, volte-o ao ovo. Então, coloque o bife em uma fôrma untada com azeite e leve ao forno. Ele ficará douradinho e saboroso”, ensina Maria Cecília.

Estratégias simples assim são capazes de fazer a diferença no valor nutritivo do seu prato, a ponto de nem ser justo compará-lo a refeições industrializadas. Essas, só para você saber, não estão totalmente proibidas. Se precisar levar as delícias da modernidade para a cozinha de vez em quando, tudo bem. Só fuja das opções lotadas de sódio, gordura saturada e carboidratos. Isso deve ser regra sempre – inclusive para a comida caseira.

Clássico sabotado

Veja as armadilhas que afetam a qualidade nutricional do prato que é unanimidade entre os brasileiros e saiba quais substituições e métodos garantem mais saúde

Arroz

Para deixá-lo soltinho, muita gente exagera no óleo. Um erro, já que torna a refeição gordurosa. Experimente dourar o alho na panela, colocar água e, daí, acrescentar o arroz. Cozinhe-o em fogo baixo, com a panela semi-tampada. Caso queira, o fio de azeite entra depois

Feijão

Você recorre ao bacon ou à linguiça para que ele fique mais gostoso? Evite a prática. Esses ingredientes acrescentam gordura saturada, sódio e colesterol à dieta. Se sentir falta de um toque extra, apele para o cogumelo shiitake. Coloque-o no feijão dez minutos antes de servir

Salada

Normalmente tem apenas um ou dois tipos de vegetais, ou seja, é pobre em fibras. O certo mesmo seria reunir pelo menos seis ingredientes – abra espaço para cenoura, rúcula, pepino e afins. O tempero pode ser à base de limão, suco de frutas e ervas em vez dos molhos industrializados.

Carne

Geralmente, é preparada com muito óleo. Nem precisa. O correto é botar o bife em um frigideira quente e selar cada lado por dois minutos, sem mexer. Assim, a água da carne não vai embora, deixando-a macia e nutritiva. Se desejar, lance mão só de um fiozinho de óleo.

Sal

Se possível, misture-o a ervas de sua preferência. Assim, reduzem-se as pitadas do cloreto de sódio puro, notório financiador da hipertensão. Para evitar abusos, prove a comida antes de temperá-la

Macarronada

Tradicionalmente, o queijo parmesão ralado finaliza o prato. Mas ele é abarrotado de sódio e gordura saturada. Misture-o a tipos mais magros, a exemplo da ricota.

Ovo frito

Prepare-o em panelas antiaderentes, que não demandam o uso da gordura. É só deixar o alimento na frigideira até a clara ficar branca e espessa. Daí vire-o com uma colher ou espátula de silicone para o cozimento completo.

Estrogonofe

Para o molho, invista na versão light do creme de leite ou utilize iogurte natural desnatado – nesse caso, coloque-o por último, sem levar ao fogo. Dispense o catchup e fique com a polpa de tomate. No lugar do cogumelo em conserva, fonte de sal, opte pelo champignon fresco.

Refogar legumes

Não há necessidade de abdicar do óleo, mas não vá inundar a panela. Utilize apenas um pouquinho. A título de curiosidade, a recomendação é de 1 colher de sopa de óleo vegetal por dia, por pessoa. E só.

Frango

Um erro comum visto por aí é prepará-lo com a pele. Só que essa parte do alimento concentra muita gordura e colesterol. Portanto, retire-a antes de mandar o frango para o fogão.

Bife à milanesa

Tire a gordura aparente da carne. Use apenas a clara do ovo para empanar. Nesse processo, também dá para empregar farinha de aveia para aumentar a quantidade de fibras. Em vez de fritar, asse: coloque o bife em uma assadeira levemente untada. Borrife um pouco de azeite por cima. No início do cozimento, cubra com papel-alumínio para não ressecar. Quando a carne estiver pronta, retire o papel para ela corar e ficar crocante.

Caldo de frango

Os industrializados são dispensáveis, porque muitas marcas têm sódio demais. Considere, então, usar marcas light ou, melhor, fazer um caldo caseiro, resultado do cozimento de ossos, aparas de carnes, vegetais, ervas aromáticas e especiarias em água por duas horas. Pode ser congelado.

Carboidrato a noite? Sim, está liberado

Sabe aquele papo de que comer massas, pães, arroz e outros itens ricos em carboidrato após anoitecer seria quase um sacrilégio? Pois um estudo israelense não só enterra esse mito como sugere o contrário: o consumo do nutriente nesse horário aplaca a fome durante o dia, facilitando a perda de peso

Todos os anos, no nono mês do calendário islâmico, os muçulmanos dão início ao Ramadã. O período sagrado, com duração de 30 dias, celebra a revelação do Corão a Maomé e é marcado por determinadas restrições. Uma delas é jejuar desde o amanhecer até o sol se pôr. Só depois, com o cair da noite, é que as refeições estão, finalmente, liberadas. Esse baita chacoalhão nos hábitos alimentares acabou por despertar o interesse da ciência. Estudos mostraram, por exemplo, uma alteração nos padrões de liberação da leptina, hormônio que sinaliza para o cérebro que é hora de soltar o garfo.

Inspirados por esse dado, pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, decidiram investigar o que acontece com a saciedade e a saúde de quem espera o jantar para comer carboidratos. Na pesquisa, vale frisar, foi observado o sobe e desce não só da leptina mas de outros dois importantes hormônios: a grelina e a adiponectina. “A primeira desencadeia a fome, e a segunda, entre várias funções, facilita a ação da insulina”, resume o endocrinologista João Eduardo Nunes Salles, vice-presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica, a Abeso.

carboidrato a noite

Emagrecer sem sentir fome é um dos grandes segredos para não sabotar a dieta

A experiência israelense contou com a participação de 78 policiais gordinhos. Eles seguiram uma dieta de aproximadamente 1 500 calorias, composta de 20% de proteínas, de 30 a 35% de gorduras e de 45 a 50% de carboidratos – ou seja, equilibrada e digna de quem deseja caber em uma calça dois números menor. A diferença crucial é que, enquanto uma parte dos voluntários podia distribuir o consumo dos carboidratos no decorrer do dia, a outra foi orientada a concentrar a ingestão desse macronutriente no mítico período noturno.

Depois de seis meses, todo mundo eliminou, em média, 10 quilos. Porém, o que realmente surpreendeu foi a mudança no padrão de secreção hormonal daqueles que esperaram o sol se despedir para levar o carboidrato à mesa. “A leptina, substância que diminui o apetite, subiu durante o dia, momento em que não houve pico de grelina, o hormônio da fome”, descreve a nutricionista Rávila Graziany, da Universidade Federal de Goiás. “Esse padrão provavelmente explica o fato de esse grupo ter apresentado índices bem maiores de saciedade”, conclui.

No dia a dia, o resultado representaria grande vantagem para quem trava uma batalha contra o ponteiro da balança. “Se a pessoa emagrece e, ao mesmo tempo, sente menos vontade de comer, há mais chances de ela se manter fiel à dieta”, calcula o nutricionista e farmacêutico bioquímico Gabriel de Carvalho, membro do Conselho Regional de Nutricionistas do Rio Grande do Sul.

Mas não é só por isso que a análise da Universidade Hebraica gera grande interesse e – por que não? – alegria. “Ela quebra aquele paradigma de que não se deve comer carboidratos à noite”, avalia o endocrinologista Amélio Godoy Matos, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sbem. Paradigma, diga-se de passagem, que nunca teve comprovação científica. “Os verdadeiros responsáveis pelo ganho de peso são a ingestão exagerada de calorias, a alimentação desequilibrada e o sedentarismo”, enumera a nutricionista Joyce Gouveia, da Divisão de Nutrição e Dietética do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Outro argumento que advoga em favor do macarrão no jantar é que o hormônio adiponectina apareceu em níveis bem mais elevados entre aqueles que apostaram na dieta, digamos, inusitada sugerida pelos estudiosos. “Essa substância é considerada protetora, uma vez que favorece a ação da insulina e, consequentemente, o aproveitamento da glicose pelas células”, aponta o endocrinologista Paulo Rosenbaum, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Dessa forma, o risco de desenvolver diabete despenca.”

Reduzir a gordura abdominal afasta um monte de doenças

A adiponectina igualmente exerce um efeito anti-inflamatório e, por isso, ter uma boa quantidade desse hormônio passeando pelo corpo é capaz de beneficiar cérebro, coração, fígado… Enfim, todos os órgãos que sofrem com a inflamação decorrente da obesidade. Aqui, devemos ser justos: não foi só a adiponectina que tornou o quadro menos desastroso. A turma que comeu carboidrato à noite também viu a proteína C-reativa – um indicador do estado inflamatório – sofrer uma queda vertiginosa, de quase 28%. No outro grupo, a redução foi de apenas 5,8%. “Atualmente, esse é um dos principais marcadores associados a doenças cardiovasculares”, informa o nutricionista Gabriel de Carvalho.

Ou seja, sofrer um infarto ou derrame se tornou uma realidade mais distante para esse pessoal, já que, de quebra, eles viram as taxas de colesterol HDL subir. A versão é aclamada porque faz uma faxina na circulação, varrendo o colesterol que seu parente de má índole, o LDL, deixa para trás. Esse tipo traiçoeiro, só para constar, deu as caras em menores quantidades em todos os voluntários, assim como os triglicerídeos. “A melhora desses parâmetros foi surpreendente e é muito bem-vinda para a saúde geral do indivíduo”, avalia o endocrinologista Filippo Pedrinola, de São Paulo.

Um dos principais patrocinadores de todas essas benesses nos participantes foi a perda de gordura estocada na cintura, região na qual é produzida uma série de hormônios. Apesar de os pesquisadores não terem se debruçado sobre esse aspecto, sabe-se que as dobrinhas na área têm relação até com o câncer. “Quando a circunferência abdominal é avantajada, há maior produção de insulina. E esse hormônio impulsiona uma molécula chamada IGS1, que está por trás de tumores no intestino grosso, esôfago, ovário, entre outros”, esmiúça Pedrinola.

Mas nada disso é motivo para lotar o prato de carboidratos em todas as refeições. Em excesso, o macronutriente induz exatamente o oposto de todas as benfeitorias descritas ao longo da reportagem, começando pela disparada do peso corporal. O que muda na história é que agora ninguém precisa dispensar um saboroso jantar – com arroz ou batata – para se manter magro e saudável.

Sabotadores da saciedade

Certos medicamentos, como algumas classes de antidepressivos, podem atuar no centro de fome e saciedade. “Daí o risco de engordar”, observa Amélio Godoy Matos, da Sbem. Para a mulher, outro fator que mexe no apetite é a TPM. “Com a baixa de serotonina, ela tende a procurar mais carboidratos”, justifica Paulo Rosenbaum, do Hospital Israelita Albert Einstein.

A dança dos hormônios

Conheça melhor as moléculas estudadas pelos cientistas israelenses

Leptina O nome vem do grego leptos, que significa magro. E o motivo é justo: ao alcançar o cérebro por meio da corrente sanguínea, esse hormônio se liga a determinados receptores no hipotálamo, desencadeando a sensação de barriga cheia. A leptina é produzida no tecido adiposo e, por isso, até está aumentada nos mais cheinhos. Só que eles são resistentes à sua ação. O pico de produção costuma acontecer à noite e nas primeiras horas do dia. No estudo, entretanto, quem comeu carboidratos depois do pôr do sol apresentou mais leptina durante a tarde, o que resultou em uma maior saciedade.

Grelina A alcunha se origina do proto-indo-europeu ghre, correspondente, em inglês, a grow, que quer dizer crescer. Isso porque uma de suas principais funções é justamente estimular a liberação do GH, hormônio que, entre outras coisas, faz as crianças espicharem. Talvez para facilitar essa tarefa, a grelina também promoveria o apetite. Sua concentração costuma ser alta durante o jejum ou em períodos que antecedem as refeições, caindo logo após nos alimentarmos. No grupo da dieta experimental, o pico de liberação desse hormônio se desviou para a noite, o que pode ter culminado em maior controle da fome.

Adiponectina Possui propriedades antiaterogênicas – ou seja, evita o depósito de gorduras nas artérias – e anti-inflamatórias. Além disso, dá uma força à ação da insulina, reduzindo o risco de diabate. Assim como a leptina, é fabricada pelo tecido adiposo. Mas curiosamente as taxas de adiponectina caem à medida que a massa gorda aumenta. É que, ao ganhar volume, a célula de gordura passa a secretar outras substâncias – estas pró-inflamatórias – de forma intensa. Na pesquisa israelense, houve um salto nos níveis de adiponectina quando a ingestão de carboidratos ocorreu ao escurecer.

Carboidratos simples

São aqueles compostos de moléculas menores, os dissacarídeos. Como consequência, levam pouco tempo – em média, 15 minutos – para alcançar a corrente sanguínea. Para quem precisa de energia imediata, são boas pedidas. “Contudo, eles contribuem para picos glicêmicos, o que pode ocasionar o ganho de peso e prejudicar quem tem diabete”, informa a nutricionista Joyce Gouveia, do Hospital das Clínicas. Os doces e o açúcar das frutas estão nesse time.

Carboidratos complexos

Formados por polissacarídeos, eles demandam um tempo de digestão de até duas horas. “Nesse grupo estão os cereais, a exemplo do arroz, da aveia e do trigo, e seus derivados, como pães, massas e farinhas, além de tubérculos e raízes”, lista Joyce. As opções integrais são as mais vantajosas, porque reúnem boas doses de fibras e, assim, dão saciedade extra e têm menor impacto glicêmico – isso significa que mandam glicose para o sangue gradualmente.

A tal carga glicêmica

Antes de julgar um alimento tomando como base apenas a velocidade com que ele dispara a glicose no sangue, é bom saber que algumas combinações podem ser favoráveis por causa da carga glicêmica final. Um exemplo: não tem problema se entregar a uns quadradinhos de chocolate ao final de uma refeição, desde que essa tenha sido fonte de carboidratos complexos, preferencialmente os integrais. O mesmo raciocínio serve para as frutas. Se consumi-las com casca ou bagaço, dá para escapar dos picos de glicemia.

Como se sentir mais a vontade na academia

O primeiro passo já foi dado, você deixou a preguiça de lado e resolveu se matricular na academia. Mandar o excesso de gordurinhas para longe já começa virar um sonho bem próximo. O problema é que, logo no primeiro dia de aula, a vergonha vem à tona. O mal estar começam em casa, na hora de se vestir: parece que nenhuma camiseta é grande o suficiente para disfarçar os quilos extras e as dobrinhas. Chegando à academia, a impressão de que todo mundo está olhando para você e comentando sua falta de habilidade com os exercícios destrói a concentração.

como se sentir bem na academia

Você não está sozinha

Muitas mulheres passam por essa situação sim, este é o primeiro consolo: você não está sozinha. Mas o melhor está por vir, de acordo com a coordenadora e professora da rede Curves, (Academia especifica para mulheres), Kátia Ramalho. “O constrangimento desaparece quando você nota que a academia está lotada de gente que só pensa em cuidar do corpo e da mente, muita gente mal olha para o lado, não há motivo para querer se esconder”.

O lugar certo

A academia precisa combinar com o seu jeito. Só assim você vai se sentir bem dentro dela. “Procure ambientes acolhedores. As academias especialmente desenvolvidas para mulheres podem se ruma opção, já que os equipamentos foram desenvolvidos para o biotipo feminino, deixando você mais confortável na hora do treino”, sugere a especialista.

Objetivo

Seu objetivo precisa bater com o objetivo da academia. Se você está buscando saúde, nunca vai se sentir bem em um ambiente lotado de menininhas que só buscam a conquista de um corpo violão. “Identificar locais onde existam mulheres reais, de verdade, que estão lá preocupadas com a saúde e de alguma maneira se identifiquem com o seu perfil é um bom começo. O atendimento mais próximo do profissional também traz segurança para quem sente muita vergonha”, explica Kátia Ramalho.

Profissionais

Seus instrutores estão entre os responsáveis pelo sucesso do seu treino. Por isso, é importante se preocupar com a postura de cada um deles. É necessário buscar profissionais sérios e competentes que entendam de “mulheres”, já que não dá para igualar padrões de força, cargas e objetivos iguais para os diferentes sexos. Essa atitude ajuda a acabar com o preconceito entre os alunos”, alerta a professora.

Autoconfiança

Ter autoconfiança é o primeiro passo para acabar com a vergonha. Colocar a saúde em primeiro lugar para não desistir e abandonar o exercício, também é uma opção. Uma dica é optar por exercícios rápidos que tenham garantia de resultados comprovados, na opinião da professora da rede Curves, Kátia Ramalho.

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Como melhorar sua pele

Bem-vindo ao mundo da beleza! É um mundo muito grande, completo com todos os tipos de ferramentas, acessórios e muito mais. O fato de que a beleza é uma coisa muito pessoal, pode fazê-lo parecer um pouco impossível encontrar o que funciona para você. As dicas abaixo podem ajudar a dar-lhe algumas sugestões.

Ilumine acima de seus olhos com esse look natural: aplicar uma sombra de cor neutra luz para toda a pálpebra superior. Procure areia, cáqui, bege ou castanho. Isso vai neutralizar qualquer vermelhidão em suas tampas, o que pode fazer você parecer mais velho e cansado. Adicione o drama por borrar a sombra mais escura nas pálpebras apenas no vinco.

Para tornar a sua fundação durar mais tempo, misturá-lo com um pouco de hidratante facial. Ele também irá dar-lhe um brilho saudável, em vez de um olhar maquiagem pesada e ele irá adicionar mais SPF para o seu rosto.

Para manter os pés olhar bonito, aplique vaselina todos os dias. Ele irá mantê-los lisos e macios. Então vá arranjar uma pedicure e um par de sandálias novas petulante, e você terá as melhores olhar pé da estação.

Se você quer ficar bonita, manter a pele saudável e se sentir bem, Beba muita água! 5-8 copos de água por dia é grande, e ainda mais é sempre bom se você pode controlá-lo. Beber muita água ajuda a pele ruim ou seca e muitas outras doenças.

Sua pele está constantemente mudando de dia para dia com base na sua idade, os níveis hormonais, clima e até mesmo nossas atividades diárias. Como resultado, você deve estar ciente de que a sua pele e tratamento de beleza deve ser flexível o suficiente para mudar a fim de se adaptar às necessidades da sua pele.

Não desperdice dinheiro em produtos de beleza caros – investir em Castela sabão, hamamélis e gel de aloe vera. Uma rotina simples irá beneficiar a sua pele, não importa qual o tipo. Se aloe sozinho não está fornecendo umidade suficiente, adicione a ele um pouco de óleo de vitamina E. Adicione um pouco de óleo da árvore do chá, se você quer um toner que é medicado.

Cuidados com a pele

Lave toda a maquiagem antes de se aposentar para a noite. Um pouco de água morna e um pano macio trabalho muito bem. Uma vez que você fizer isso, lave o rosto normalmente. Se você não remover corretamente o seu make-up, os poros podem ficar obstruídos e acne podem aparecer.

Há muitos fatores que são atribuídos à beleza. Um dos aspectos mais importantes da beleza é cuidar da pele. Uma boa parte da população tendem a negligenciar os cuidados da pele e, em seguida, são surpreendidos quando eles parecem 30 anos mais velho. É um componente enorme para os homens e mulheres e devem ser tomados cuidados de diária. Dicas diárias de cuidados da pele que você pode fazer em casa.

No mundo da beleza, existem muitas técnicas que você tem à sua disposição para melhorar a sua aparência. O mundo da beleza tem um pouco para todos os gostos, mas o que funciona para uma pessoa não pode, por outro. Espero que essas dicas tenham lhe dado um ponto de partida para o seu próprio regime de beleza.

Quefir: basta um copo por dia

De nome estranho, o quefir, punhado de bactérias e leveduras benfeitoras reforça o batalhão de defesa no intestino, apaga inflamações e combate problemas de pele.

Nas nossas primeiras semanas de vida, o intestino é habitado por cerca de 500 espécies de micro-organismos que ajudam na digestão e lutam contra agentes que causam doenças. Com o envelhecimento, o estresse e a alimentação incorreta, esse exército é desfalcado e se reduz a 30 divisões, por assim dizer. Para recuperar as várias tropas de choque, no entanto, há quem aposte em uma solução: ingerir bactérias e leveduras benéficas do quefir.

Trata-se de um punhado de grãos formados por mais de 50 espécies de bichinhos pró-saúde. Eles são colocados no leite, no qual fermentam. Logo em seguida, são coados — e podem ser usados de novo porque, dizem, os micróbios se renovam sem perder suas propriedades. “Mas a bebida retém parte dos micro-organismos, que, ao serem ingeridos, repõem a flora intestinal e agem como laxantes naturais”, diz a farmacêutica Márcia Barreto Feijó, da Universidade Federal Fluminense, no Rio de Janeiro. Segundo alguns estudos, as mesmas bactérias produziriam uma espécie de açúcar capaz de estimular o sistema imunológico a fabricar substâncias para combater inflamações.

“Puro, o leite fermentado com quefir se assemelha ao iogurte natural quanto a sabor, aroma e consistência”, garante Raquel Teresinha Czamanski, pesquisadora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, em Bento Gonçalves, no interior do estado. E, à base dele, podem ser feitos queijos, vitaminas e sobremesas. Mas, segundo Márcia Feijó, não basta adicionar o quefir a qualquer leite para seus micróbios se proliferarem pra valer. De acordo com um trabalho conduzido por ela, o tipo desnatado é a melhor opção. “O número de bactérias láticas aumenta quando há um menor nível de gordura”, diz. Sem falar que essa alternativa é menos calórica, já que as variantes integrais e de soja possuem mais que o dobro de proteínas e lipídeos.

quefir

Como foi descoberto o Quefir

Os grãos de quefir foram descobertos na região do Cáucaso, localizada entre o Mar Negro e o Mar Cáspio, nos limites entre a Europa e a Ásia, há 4 mil anos. Suas bactérias sempre se proliferam e os grãos encontrados hoje são descendentes diretos dos originários. Não se sabe ao certo as condições climáticas que propiciaram a união de tantos micro-organismos do bem e por isso é difícil reproduzi-los em laboratório. Fora esse obstáculo, há outro motivo para o quefir ainda não ter chegado às prateleiras dos supermercados. As bactérias transferidas para o leite fermentam continuamente, produzindo gases. Imagine esse processo em um recipiente fechado por meses a fio: a embalagem se destruiria com tamanha pressão.

No entanto, uma descoberta de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITP) cria esperanças de que, em breve, sua industrialização se torne realidade. “Isolamos oito microorganismos do quefir e conseguimos a estabilidade de pressão nos produtos finais”, afirma Djalma Marques, coordenador do Laboratório Nacional de Probióticos do ITP. Ou seja, haverá uma menor produção de gases.

Segundo o pesquisador, o isolamento de um número de bactérias reduzido não diminui tanto as propriedades do leite, mas garante que as embalagens não se rompam. Por enquanto, os produtos feitos no ITP só podem ser comprados no próprio laboratório. É também no ITP que os poderes do quefir para a pele vêm sendo avaliados. O mecanismo não está esclarecido, mas os pesquisadores perceberam que os micro-organismos potencializam o efeito de produtos naturais contra queimaduras e dermatites.

A maneira mais simples de conseguir os grãos, ainda hoje, é por doação. Foi assim que a catarinense Sueli Quadros, de 44 anos, conheceu o quefir. “Minha bisavó migrou da Alemanha para Santa Catarina quando eu tinha 10 anos e trouxe uma porção, que dividiu com os netos”, lembra a secretária, que hoje mora em Curitiba. Para quem não conhece doadores, é possível encontrá-los pela internet. O fundamental é buscar fontes confiáveis. O site http://tinyurl. com/quefir, por exemplo, reúne doadores de todas as regiões do país.

Lichia para chapar a barriga

Além de levíssima, a lichia é uma ótima aliada no emagrecimento graças a uma substância que regula as células de gordura. Guarde o nome dela: cianidina

Se o critério para fazer parte da sua dieta, ainda mais no verão, é não pesar na balança, saiba que essa fruta de origem chinesa é uma das menos calóricas, ainda mais se comparada com outras delícias que aportam nos supermercados nesta época de festas de final de ano.

“A licha tem apenas 6 calorias, o que representa, mais ou menos, 0,3% do que um adulto pode comer ao longo de um dia”, estima a nutricionista Raquel, do Hospital Copa D’Or, no Rio de Janeiro. Ou seja, se devorar dez unidades suculentas, só irá gerar energia o suficiente para tostar em uma atividade bem simples, como fazer a cama ou arrumar a mala para um final de semana na praia. Algo assim.

lichia para barriga chapada

Estudos sobre a lichia

Mas a leveza do fruto não é o único argumento a seu favor na discussão de estratégias antiobesidade. Veja que curioso: um estudo da Universidade de Hokkaido, no Japão, analisou a perda de gordura abdominal em voluntários que receberam extrato de lichia. “Ao fi nal de dez semanas, eles derreteram 15% a mais de gordura na região da barriga do que os participantes tratados com placebo”, explica por e-mail, com exclusividade a SAÚDE!, o médico Jun Nishihira, que conduziu a pesquisa. Ele até revelou sua suspeita: o efeito se deve à cianidina.

A cianidina é um pigmento que tinge a casca de vermelho e, apesar da brancura da polpa, também se faz presente nela, ainda que em quantidades bem menores — mas incrivelmente eficientes na ação sobre as gorduras. “Vale lembrar que não existem alimentos milagrosos para o emagrecimento”, alerta Mirian Martinez, nutricionista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, ao ouvir a notícia. “A lichia pode, sim, dar uma força se associada a uma dieta equilibrada e à prática de atividade física para cumprir essa função.” Não adianta se esbaldar com ela e, em seguida, comer um panetone inteiro, por exemplo. Por falar em se esbaldar, Nishihira não determinou ainda a quantidade ideal de frutinhas a ser consumida para perder centímetros na cintura. Então coma à vontade, sem dispensar acompanhamentos saudáveis.

Outro encanto da lichia é ser uma fonte de vitamina C: com apenas seis frutas, você já alcança a recomendação de ingestão diária do nutriente de um jeito doce, doce… “A vitamina estimula o sistema imunológico, aumenta a resistência às infecções, auxilia a cicatrização de feridas, aumenta a absorção do ferro pelo intestino e evita o envelhecimento precoce”, enumera Carla Christimann, nutricionista do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre.

Só que, justamente por ser rica em vitamina C, a frutinha exige alguns cuidados. Quando submetida ao calor ou em contato com a luz, a substância se perde. Por isso, deve ser armazenada em locais frescos e escuros e, de preferência, ser consumida in natura.

Já o mineral que aparece em maior abundância no fruto chinês é o potássio. “Ele atua no equilíbrio da água do organismo, ajuda no armazenamento de proteínas musculares, na função renal, na contração do músculo cardíaco e no relaxamento muscular em geral”, diz Solange Saavedra, gerente técnica do Conselho Regional de Nutrição de São Paulo e Mato Grosso do Sul. O potássio também é conhecido por seu poder anticâimbras e, por isso, pode ser consumido em boas doses por quem pratica atividade física.