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Estudantes da UFSC desenvolvem carro inovador


Imagine gastar apenas um litro de gasolina para fazer uma viagem de ida e volta de Florianópolis para Criciúma? A Equipe de Eficiência Enérgia (e3) conseguiu a proeza de percorrer 412 km com 1 litro de combustível durante a 6ª edição do Shell Eco-marathon Americas, em Houston, no Texas. A e3 é formada por estudantes dos cursos de Engenharia da Automação, Eletrônica, Elétrica e Mecânica além de alunos do curso de Física, Design e Jornalismo, sob a orientação do professor Henrique Simas, do Departamento de Engenharia Mecânica, e desenvolve protótipos de carros capazes de percorrer longas distâncias com o mínimo de combustível.


O carro é movido a gasolina, fabricado com fibras de vidro e motor de quatro tempos - o mesmo utilizado em máquinas de cortar grama. Para garantir a eficiência na utilização do combustível, os estudantes exploram a melhor forma de distribuição de massa no carro (massa do motorista e dos componentes do veículo), injeção eletrônica, regulagem dos pneus, aerodinâmica, rigidez estrutural e plano de direção. Rodrigo Magri, capitão da equipe e estudante da sexta fase do curso de Engenharia Mecânica, explica que, ao contrário do que as pessoas pensam, o principal desafio não está na aerodinâmica do veículo ou na distribuição de massa, mas em bicos injetores menores para diminuir o consumo da gasolina e pneus com menor coeficiente de atrito. “Nós poderíamos melhorar o rendimento em 200 km\l trocando o pneu”, esclarece.


A aerodinâmica estuda as forças exercidas pelo ar atmosférico sobre os objetos sólidos. Um carro ao se mover num ambiente que tenha ar gera uma força contrária ao seu movimento, conhecida como força de arrasto. Em baixas velocidades e em dias de pouco vento, o arrasto quase não influencia no movimento do veículo. Mas, em altas velocidades, a força de arrasto interfere na aceleração,  velocidade, estabilidade da direção e no consumo de combustível.  Quanto maior a velocidade do carro, maior será o arrasto aerodinâmico sofrido por ele: um carro a 120 km\h, por exemplo, tem quatro vezes mais força de arrasto que um a 60 km\h. Dessa forma, as indústrias têm investido em modelos mais arredondados, que possuem mais facilidade para acelerar e consomem menos combustível, pois o motor não precisa fazer muito esforço para atingir velocidades mais altas. No caso do protótipo da equipe e3, o veículo trafega com a velocidade média de 25 km\h e o arrasto aerodinâmico não é o fator principal no limite da velocidade do carro.


A Equipe de Eficiência Energética existe desde 2009 e foi criada com objetivo de concorrer em competições de eficiência energética. Nos últimos três anos, disputou provas nacionais e, em abril, ficou em sétimo lugar na 6ª edição do Shell Eco-marathon Americas. A e3 não possui patrocinadores permanentes e  cerca de 5 mil reais são gastos para construir cada carro - entre os membros da equipe há dois bolsistas de Iniciação Científica, PIBIC/CNPq. Para realizar a viagem até a competição, no Texas, a equipe contou com o apoio da UFSC, FEESC, CREA-SC, FAPESC e de várias empresas na área de tecnologia. Os estudantes têm trabalhado em outro protótipo para disputar a competição no próximo ano. A meta da e3 é atingir a média de 1.000 km\l.

 

Além da Equipe da UFSC, estudantes de mais três universidades brasileiras participaram da 6ª edição da Shell Eco-Marathon Americas concorrendo na categoria de protótipos: equipe Sparta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), equipe ECO-Veículo, da Universidade Federal de Itajubá/MG (Unifei) e Grupo Cataratas de Eficiência Energética da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). A Eco-Veículo e a Equipe Sparta concorreram com carros movidos a bateria elétrica e ficaram em 6º e 9º lugar e o Grupo Cataratas da Unioste competiu com protótipo alimentado com etanol e ficou em último lugar na categoria.

 

Casa Eficiente combina tecnologia e sustentabilidade

 

Você já pensou em morar em uma casa sustentável ? Já se imaginou vivendo em uma residência que aproveita a  água da chuva para atividades domésticas e a luz do sol para gerar energia elétrica? Já pensou em, através da tecnologia, reduzir o consumo de energia da rede, contribuir para o meio ambiente e ainda economizar dinheiro? Pois são essas e outras características que fazem um projeto idealizado pela Eletrosul e Eletrobrás, e realizado em parceria com o Laboratório de Eficiência Energética em Edificações da Universidade Federal de Santa Catarina, receber o nome de Casa Eficiente. Situada na sede da Eletrosul em Florianópolis, na entrada do bairro Pantanal, a residência combina princípios de sustentabilidade e tecnologias inovadoras para oferecer conforto e consciência ambiental.


 

Pesquisas ajudam a prevenir desastres em SC

 

 

 

Sejam pequenos alagamentos no oeste, ou situação de emergência no litoral, não é de hoje que Santa Catarina sofre com as épocas de chuva e consequentes cheias dos rios em seus municípios. A importância que se deu na mídia a estes fenômenos, sobretudo após a catástrofe de 2008, desencadeou uma série de pesquisas sobre desastres naturais, que agora se intensificaram por conta dos acontecimentos recentes. A Universidade Federal de Santa Catarina contribui com a Defesa Civil através de projetos de mapeamento das regiões atingidas, avaliação dos tipos de desastres naturais e alternativas habitacionais para quem perde suas casas nessas ocasiões.

 

 

 

Alunos do Pibid-UFSC ensinam química em escolas públicas

 

 

 

Entre as mil instituições com melhores notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2010, apenas duas pertencem às redes públicas municipal e estadual. Marília Reginato de Barros, de 19 anos, decidiu que seria professora justamente para ajudar a mudar essa situação. Ela começou o bacharelado em química, mas no primeiro semestre do curso começou a repensar a escolha. Agora na quarta fase da licenciatura, se diz feliz. “Nenhum dos meus alunos vai sair da aula como eu saía, sem conhecimento”, garante.  Marília é uma dos 15 bolsistas de química do Pibid-UFSC, Programa Institucional de Bolsa de Iniciação Científica, da Universidade Federal de Santa Catarina.

 

 

Especial explica o projeto Estádios Solares, novidade da Copa de 2014

 

 

Em junho de 2014, o Brasil sediará uma Copa do Mundo de futebol pela segunda vez em sua história. Além de trazer muitas atenções ao país do futebol, o Mundial poderá ser proveitoso em outros aspectos. É o que espera o pesquisador Ricardo Ruther, da Universidade Federal de Santa Catarina, que coordena o projeto Estádios Solares, que pretende transformar alguns dos estádios que receberão os jogos da Copa em pequenas usinas de energia.


Confira o especial da Agência Ciência em Pauta e saiba um pouco mais sobre este projeto desenvolvido na UFSC.